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Dia Internacional de Atenção à Gagueira

24 OUT 2021


Esse é o tema do artigo da Fonoaudióloga - especialista em Fluência -, Marta Maria Chiquetto, nossa vizinha da Rua Doutor Abel Capela, em Coqueiros. Faz parte de uma campanha anual, que existe para divulgar conhecimentos sobre esse distúrbio e combater preconceito e discriminação.
Confira o artigo:

Na sexta-feira, dia 22 de outubro, comemorou-se o Dia Internacional de Atenção à Gagueira. Anualmente, é realizada a campanha “Gagueira não tem graça, tem tratamento”, com temas variados. Este ano, o IBF – Instituto Brasileiro de Fluência elegeu o tema “Vamos conversar sobre gagueira?”

Essa campanha tem como objetivo informar à sociedade sobre o que é a gagueira, divulgar conhecimentos científicos, quebrar mitos, colaborar para a redução da discriminação e preconceito.

Mas o que vem a ser a gagueira?
É um distúrbio da fluência, onde ocorrem rupturas no fluxo da fala (repetições, prolongamentos e bloqueios) cuja causa é, principalmente, genética e hereditária, somada a diferentes fatores ambientais, linguísticos, motores.

Ela surge, geralmente, na infância e pode persistir até a idade adulta. De 5% das crianças que gaguejam, 4% tem uma recuperação espontânea, restando 1% da população que apresenta gagueira até a idade adulta. É importante que se saiba que a pessoa que gagueja SABE o que quer dizer e não gagueja porque quer, pois independe da sua vontade. Não tem um controle sobre isso e não gagueja o tempo todo.

A gagueira é imprevisível, intermitente e involuntária. Dessa forma, apressá-la, dizer para respirar, pensar, ter calma, completar suas frases, na verdade NÃO ajuda. O ouvinte só precisa ter paciência, prestar atenção e respeitar o tempo que a pessoa necessita para completar sua mensagem. É apenas um jeito diferente de falar, pois seu cérebro funciona de um jeito diferente.

Muitas vezes, por reações inadequadas do ouvinte, a pessoa que gagueja, começa a desenvolver medo de falar, de ser criticada, zombada e acaba evitando sua comunicação e restringindo seus contatos sociais. Em função disso, desejando que as pessoas superem o medo de gaguejar, e o ouvinte compreenda melhor o que se passa com aquele que gagueja, foi escolhido o tema “Vamos conversar sobre Gagueira?”

É muito importante que se fale sobre esse distúrbio, se divulguem informações, se quebrem mitos e preconceitos, e isso só é possível através do conhecimento científico. Também é importante que se fale sobre gagueira nas famílias que têm pessoas que gaguejam, com os amigos, com os colegas de trabalho e escola, para que deixe ser algo velado “que não se pode falar” por medo do preconceito.

A única forma de quebrar um preconceito é através do conhecimento. Quanto mais se sabe como funciona o cérebro de uma pessoa que gagueja, de como ela se sente, e que a gagueira não é um impedimento para ela se comunicar, menos discriminação teremos.

Muitos não sabem que a gagueira, embora não tenha cura, tem tratamento em qualquer fase da vida, pode melhorar muito, e quanto mais cedo tratar, maiores as chances de superação. O tratamento é feito por um fonoaudiólogo especializado em fluência.

Vamos participar dessa campanha!

 

 


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