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Moradores do Bom Abrigo pedem a revitalização da calçada em petit-pavé.

Procurado pela Folha, secretário Guilherme Pereira garantiu o início da obra tão logo pare a chuva.

Foto Antônio Carlos Mafalda/Divulgação Mafalda Press

Depois da queda de uma árvore centenária na encosta da praia por conta de obra realizada pela Casan na rede pluvial, a calçada em petit-pavé da orla do bairro Bom Abrigo ficou totalmente destruída.

“Os funcionários simplesmente usaram uma escavadeira que acabou cortando e quebrando as raízes da árvore”, lamenta a moradora Vera Farias, ao afirmar que, por causa da falta de qualificação e cuidado com as coisas públicas, os funcionários removeram as pedras – em petit-pavê – junto com a terra.

Sem condições de recuperação, a árvore, que resultou num tronco seco, foi recolhida pela Secretaria do Continente depois de a Associação de Moradores e Amigos do Bom Abrigo (Amaba) solicitar ajuda do vereador Marquinhos Silva.

Fotos Divulgação Amaba

Além da retirada do tronco, a associação pediu também a recuperação do petit-pavé ao secretário do Continente, Guilherme Pereira, já que o local -com as pedras soltas no passeio – ficou bastante perigoso para circulação de pedestres.  “Também pedimos a recolocação dos banquinhos e mesas da orla que estão completamente quebrados”, diz a moradora Paola Krueger e integrante da Amaba.

Embora com vários pedidos protocolados, já se passaram mais de dois meses e até o momento nada foi feito pela prefeitura. A Folha de Coqueiros entrou em contato com o secretário Guilherme Pereira que garantiu o início das obras tão logo pare a chuva.

HISTÓRIA
Moradora há 50 anos do bairro Bom Abrigo, Vera Farias lamentou a queda da árvore – um exemplar de Nogueira – e sua remoção. Segundo ela, as demais espécies plantadas na orla devem sofrer quedas semelhantes por falta de manutenção. “Estão cheias de parasitas e a prefeitura nunca se deu o trabalho de retirá-las das árvores. Daqui a pouco, vamos perder todas elas”, afirma.

Assim como Vera, moradores também sofreram com a perda da árvore centenária. “Ficamos todos tristes aqui no bairro”, aponta Paola.

Foto Antônio Carlos Mafalda/Divulgação Mafalda Press

“Felizmente ela caiu para o lado do mar, mas quando vi a queda fiquei muito indignada. Moro há cinco décadas no bairro e amo esse lugar, e ver a árvore caída me causou muita dor porque, além de a Nogueira embelezar a orla, ela trazia sombra e guardava muita história”, aponta, ao destacar sua paixão pelo bairro desde que seu pai a trazia – ainda pequena – para tomar banho no mar.

“As árvores já estavam aqui, possivelmente plantadas pelo forasteiro –na encosta da praia – que deu nome ao lugar. Um carioca que se perdeu por aqui em dia de vento sul, aportou na orla e foi o primeiro a urbanizar a área que sequer tinha casas”, conta Vera, que plantou próximo ao local outra espécie, de tamanho menor, florida e com raízes não agressivas: a Manacá da Serra.

Foto Divulgação/Vera Farias

ABANDONADO
Não apenas a beira da praia está abandonada pela prefeitura, algumas vias do bairro estão em estado precário como é o caso da Rua Eduardo Nader.

“Estamos nos organizando para fazer um abaixo-assinado e pedir a pavimentação da via que está completamente esburacada. Sem contar o Mirante da Praia das Palmeiras que se transformou num elefante branco”, denuncia a moradora Gisele, lamentando a sua exclusão do Projeto de Revitalização da Orla, apesar das várias solicitações à prefeitura.

Rua Eduardo Nader cheia de buracos e lajotas soltas. Foto Divulgação/Gisele

Rua Eduardo Nader com calçadas danificadas por conta de plantio inadequado de espécies de árvores.

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