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GETI está com vagas abertas ao Futebol Adaptado. Esporte é para 60 anos ou mais.

O Grupo de Estudos da Terceira Idade (GETI) do Cefid/Udesc está com boas notícias. Está com vagas abertas para o Futebol Adaptado, o chamado Walking Football, voltado para pessoas com 60 anos ou mais.

Implantado em 2024 e integrando os demais nove projetos de extensão do GETI , o Futebol Adaptado atrai cada vez mais adeptos. E quem pensa que o esporte apenas foi procurado por homens, se engana: dos 14 matriculados, cinco são mulheres.

“Tentei me matricular para a natação, mas as vagas estavam preenchidas. Então, entre as duas modalidades à disposição – vôlei e futebol- optei pelo segundo. Agora, não saio mais”, diz Mary Angela de Souza, 65 anos.

Outros jogadores que só têm elogios ao esporte são Iracy, 65 anos, e Antônio, de 71 anos. Casados há 46 anos e aposentados, eles dividem a bola na quadra ao lado dos demais alunos. “É um esporte acessível, divertido, promove amizades e alegria, além de fazer bem para a saúde”, aponta Iracy.

Recém-chegado do Rio de Janeiro, José Ricardo também começou a praticar o futebol por recomendação médica, já que é hipertenso e tem diabetes. “Encontrei o projeto na internet e me encantei com a proposta”, coloca o professor de Educação Física aposentado que, ao lado da mulher Ana Maria, se divide entre a cidade carioca, por causa da família, e Florianópolis.

“Só posso agradecer. Uma turma amistosa, boa recepção tanto dos professores quanto dos colegas, além de o projeto atender às limitações impostas pela idade. Criei empatia à primeira vista”, diz.

FUTEBOL SEGURO

Criado na Inglaterra em 2011 e no Brasil 2018, o Walking Football, como diz o nome, futebol caminhando, realmente veio preencher os maiores desafios da terceira idade, que são as restrições físicas no campo ou na quadra como correria e contato físico. Por conta das adaptações nas regras aos praticantes, tornou-se um esporte mais inclusivo ao idoso.

“Para evitar impacto, quedas e lesões não é permitido correr, não podem ser feitas jogadas com a cabeça, a bola deve permanecer numa altura baixa, e não tem a figura do goleiro’, explica a professora e estudante de Educação Física Carolina Müller.

“É um futebol mais seguro, inclusivo e pode ser praticado de forma mista, entre homens e mulheres’, diz o coordenador do Geti, professor Joris Pazin. Segundo ele, a nova modalidade foi incorporada aos projetos da instituição, justamente pelo perfil do público atendido pelo GETI.

“O que a gente não esperava é que, curiosamente, recebemos mais inscrições de mulheres do que homens” quando implantamos a modalidade, constata o coordenador do GETI.

Como benefícios, os profissionais lembram que o esporte, além de físico, também tem uma capacidade transformadora nas relações sociais: ele promove o bem-estar mental e social.

SERVIÇO
Futebol Adaptado
Horário das aulas: terças e quintas das 15h10 às 16h;
Onde: GETI/CEFID/UDESC;
Endereço: Rua Pascoal Simone, 358 – Coqueiros.
Contatos: (48) 3664-8659 ou na Rua Pascoal Simone, 358, Coqueiros.

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