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Pescador da Praia da Saudade precisa de um rancho para continuar na profissão.

Por conta de prédio que será erguido junto ao antigo Tritão, o rancho de pesca da família Domingues será demolido. Prefeitura diz que já está a par da situação e alinhando alternativas. Confira abaixo.

Peterson Domingues segue a tradição da família e pesca desde pequeno com o pai e o tio.

A Colônia de Pescadores, ao lado do antigo Restaurante Tritão na Praia da Saudade, em Coqueiros, está ameaçada. Depois da compra do terreno pela Construtora Coral, que vai erguer um empreendimento no local, o rancho de pesca que já serviu para vários integrantes da família será demolido.

“Aprendi a pescar com o meu falecido pai e exerço a atividade desde criança. E é da pesca que tiro o sustento da minha família, pois sou casado e tenho um filho pequeno.  Mesmo assim, não sei, até agora, para onde levar o material de trabalho, embora nós, pescadores, temos proteção de leis municipal, estadual e federal”, coloca Peterson Domingues, ao mostrar a sua carteira de pescador.

Filho do falecido pescador Maurício Domingues, que morreu em fevereiro do ano passado, Peterson, 27 anos, diz que tem direito a ocupar um rancho para guardar as redes de pesca- tem cerca de 150 – e um freezer para conservar o pescado. O barco ele acomoda próximo ao Point do Piva, na Praia da Saudade.

Descendente de família tradicional do bairro de Coqueiros, Peterson diz que segue a história do pai Maurício e do tio Edgar que sempre abasteceram o comércio local com pescado, com destaque para o camarão e peixes como corvina, linguado e robalo.

“Já dei entrada com pedido de solução na Secretaria do Patrimônio da União (SPU): ou que seja liberado um rancho de pesca de algum pescador que não esteja mais exercendo a profissão ou que seja liberado um local para eu construir um espaço e guardar meu material. Mas o processo, conforme informação da SPU, está para análise, o que está trazendo preocupação, pois o prazo para sair daqui termina dia 15 de maio”, lamenta Peterson, ao pedir apoio da prefeitura pra agilizar o processo.

ÁRVORES: Além do problema da atividade pesqueira, duas árvores centenárias também estão ameaçadas por conta do empreendimento. A beleza é tanta que chegam a fazer sombra na beira da praia (fotos abaixo).

A Folha de Coqueiros entrou em contato com a Construtora Coral que garantiu enviar uma Nota na próxima segunda-feira.

NOTA DA PREFEITURA

A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Subsecretaria de Pesca, informa que está em tratativas e trabalhando alternativas viáveis para a realocação dos pescadores afetados. Inclusive, foi solicitado à empresa Coral um prazo maior para a desocupação da área, considerando o impacto no local. Ressaltamos que o processo de venda da área se estendeu por mais de três anos, e, embora a necessidade de realocação seja reconhecida, trata-se de uma questão que exige planejamento adequado para garantir condições dignas de continuidade da atividade pesqueira.

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Foto Paulo Capocci

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