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Clube da Madrugada: Mirante da Praia das Palmeiras vira local de festas e drogas.

23 DEZ 2020


O Verão iniciou oficialmente na segunda-feira, dia 21 de dezembro. Tempo de calor, de praia, de festas, de confraternizar. Esse ano, no entanto, as comemorações vão ficar pra depois. Para aqueles que estão seguindo os protocolos sanitários para evitar a contaminação pelo novo Coranavírus, a situação não muda. Mas para aqueles que “se consideram imunizados”, nem mesmo os decretos estabelecidos pelo governo para conter a pandemia são cumpridos ao pé da letra. É o caso da turma de “foliões” que elegeu o deque do Mirante da Praia das Palmeiras para ser um Clube da Madrugada.

De quinta-feira a domingo, a partir das 23h até ao amanhecer, a folia corre solta no deque que fica na Rua Eduardo Nader, no bairro Bom Abrigo. De frente para a Praia das Palmeiras, o lugar é paradisíaco, e ideal para o lazer e para a contemplação. Só que está sendo usado para festas, com música alta, consumo de drogas e bebidas e, em consequência, para perturbar o sossego de moradores como de três médicos e uma enfermeira que estão à frente do combate ao Covid-19 no Hospital Regional de São José.

Ninguém consegue dormir à noite. Tem morador que já vendeu o imóvel por conta da baderna no deque. Preocupados com o período de férias e eventos como Natal e Réveillon, moradores pedem mais segurança para o local.

Diante dos fatos, moradores EXIGEM uma solução por parte dos órgãos públicos. Sabe-se que a Guarda Municipal tem dado todo o apoio aos moradores, e também a Polícia Militar. As duas instituições fazem ronda diariamente, mas parece não ser o suficiente para aquietar os ânimos dos desocupados.

A Associação dos Moradores e Amigos do Bom Abrigo (AMABA) assim como o Conselho de Segurança da Região de Coqueiros (Conseg 31) já sinalizaram a proposta - junto a secretários do Continente - de tornar o local um Complexo de Lazer. Acreditam que só com a ocupação do espaço é possível afugentar os “desocupados”.

Até lá, a Associação e uma comissão de moradores se mobilizam e, de porta em porta, já conseguiram unir os vizinhos para adquirir câmeras de videomonitoramento, poda de árvores e iluminação pública no deque. Além de participarem do Projeto Rede de Vizinhos. “Ser cidadão é ser consciente de seu poder de transformação na sociedade, começando pelo lugar onde moramos. Não podemos ficar esperando que soluções venham das instituições. Apenas reclamar também não é o caminho”, diz uma integrante da Comissão de Moradores. 

 

 

 


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