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Qual faixa etária tem mais prejuízo cerebral com a Covid-19?

19 ABR 2021


Em diferentes idades a reserva cognitiva é decisiva na resposta do cérebro à doença.

Há pouco mais de um ano, quando a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o alerta de risco à vida foi dado, sobretudo à população acima de 60 anos.

No segundo ano de pandemia, os cientistas já sabem que a idade dos pacientes não tem sido determinante em casos graves da doença e a reserva cognitiva – capacidade do cérebro de criar conexões ao longo da vida para responder a diversas situações - está diretamente ligada a esta resposta.

IDOSOS X JOVENS

De acordo com o neurointensivista Marco Paulo Nanci – que atua na linha de frente da Covid – 19 em Taubaté (SP) e São Paulo (SP), as pessoas com idade avançada, de forma geral, têm o cérebro mais vulnerável ao vírus.

Isso acontece porque as pessoas com mais idade têm uma tendência natural a possuir uma menor reserva cognitiva, ou reserva funcional.

“Tendemos a pensar que as pessoas de maior idade, justamente por terem um cérebro mais acometido pelo avanço da idade, têm maior propensão a desenvolver sintomas com a Covid. É aquela questão da reserva funcional. O paciente de mais idade tem uma tendência a ter uma reserva funcional neurológica menor, com isso a agressão pela Covid tende a ser maior”, disse o médico.

No entanto, passado mais de um ano de observação médica, o neurologista chama a atenção para uma mudança de padrão da pandemia, também trazendo prejuízo cognitivo para pacientes jovens.

Estamos percebendo uma mudança no padrão da pandemia: ela tem acometido em maior número pacientes jovens e também notamos que, mesmo nesse grupo, os sintomas neurológicos podem acontecer.

Assim, destacamos o papel relevante da reserva funcional e a importância do cérebro estar preparado para uma agressão que pode vir a acontecer”, alertou o médico.

Assim como a situação física do paciente no momento do contágio pelo vírus (comorbidades, sobrepeso, sedentarismo, tabagismo, entre outros) tem sido determinante na evolução ou não da doença no corpo, no caso do cérebro, a lógica é a mesma: as conexões e estímulos feitos no cérebro antes do contato com o vírus tem feito grande diferença na resposta desses pacientes, segundo o especialista.

“Apesar do paciente de mais idade, ter maior chance de desenvolver sintomas, o paciente jovem também pode apresentar sintomas, e quanto mais preparado esse cérebro estiver, quanto mais ativo esse cérebro for, mais fácil vai ser passar por essa fase de infecção”, alertou.

Para saber mais acesse http://superafloripa.com.br/qual-faixa-etaria-tem-mais-prejuizo-cerebral-com-a-covid-19

 ou ligue para (48) 3209-0902 ou 98801-0352.


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