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Zootecnista aponta cuidados para eliminar os caramujos africanos

31 JAN 2019


Procurado pela Folha de Coqueiros, o gerente do Centro de Controle de Zoonoses, André Grippa, aconselhou os moradores a enviar denúncias sobre a presença de caramujos africanos nos endereços eletrônicos e telefones da Secretaria Municipal de Saúde e da própria Prefeitura de Florianópolis (veja abaixo). “Assim podemos dar uma resposta adequada e verificar o local exato onde estão concentrados os caramujos”, esclarece o zootecnista. Segundo ele, como a espécie não tem predador, está espalhada por vários bairros de Florianópolis e se prolifera com mais frequência nos períodos de chuva.
Para evitar doenças, transmitidas através do contato direto com a mucosa do animal (líquido transparente) - como a meningite –e também prejuízos na lavoura, é preciso cuidado na hora de abolir o animal. “Ao coletar os caramujos, deve-se usar luvas ou saco plástico para proteger as mãos. Pode-se ou enterrar ou queimar os moluscos usando álcool”, aconselha André, informando que já foi preparado um folder com orientações corretas para eliminar os animais.

TELEFONES E ENDEREÇOS
*Ouvidoria Prefeitura de Florianópolis:
*3251-6175
* ouvidoria@pmf.sc.gov.br

*Ouvidoria Secretaria Municipal de Saúde
* 3239-1537 e 3239-1569
* ouvidoria.sms@pmf.sc.gov.br

Orientações e cuidados com o caramujo africano

A Secretaria Municipal de Saúde e Florianópolis, através da Vigilância em Saúde informa que o aparecimento do caramujo africano nesta época do ano pode acontecer devido o excesso de chuva. É importante salientar que a população tem um papel crucial no combate e controle do caramujo africano, seja na coleta e combate da espécie ou na limpeza e conservação de terrenos ocupados ou baldios, pois como escrito anteriormente, inexiste predador natural para esse animal.

Deve-se realizar a coleta dos caramujos e dos ovos manualmente, utilizando luvas ou sacos plásticos para proteger as mãos, ou fazendo o uso de pegadores.

Queima e maceração das conchas

Deve-se coletar os exemplares encontrados colocando-os em um recipiente de metal ou de barro e queimá-los de forma controlada com fogo persistente. Posteriormente, depois de frio, deve-se quebrar as conchas e enterrar no solo de forma a não servirem de criadouros para mosquitos, principalmente o Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue.

Disposição para coleta de lixo domiciliar

1. Em um balde, diluir uma colher de hipoclorito do sódio (água sanitária) em um litro de água. Esta diluição deve ser proporcional à quantidade de caramujos africanos coletados. Reservar; 2. Com uma tesoura ou a faca, fazer pequenos furos em uma sacola plástica;

3. Coletar os caramujos com as mãos protegidas, colocando-os na sacola com furos;

 4. Fechar a sacola com um nó em sua extremidade;

5. Colocar esta sacola no balde reservado com a mistura de hipoclorito do sódio;

 6. Manter os caramujos imersos por 24 horas;

7. Retirar a sacola do balde, escorrendo a água por completo;

8. Colocar a sacola em outra, sem furos, fechando-a com um nó em sua extremidade;

9. Dispensar a sacola para a coleta de lixo domiciliar;

10. Dispensar a água utilizada na rede de esgoto sanitário.

Nunca usar sal para controlar os caramujos, para evitar a salinização do solo, pois o sal o torna infértil e especialmente porque o sal, apesar de matar o caramujo, não mata os seus ovos que possam estar em seu interior.

Os procedimentos recomendados para a higienização de verduras, frutas e legumes consumidos crus são os que se seguem: lave bem esses alimentos em água corrente e deixe-os de molho por 30 minutos em solução de hipoclorito de sódio a 1% (1 colher de sopa de água sanitária diluída em 1 litro de água filtrada). Com esses procedimentos é possível evitar, além de outros parasitas, a infecção por larvas de Angiostrongylus sp.
Em casos de contato com caramujos africanos, ou com seu muco, basta lavar bem a área com água e sabão.

 


 


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