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Bairro Abraão abriga comércios pioneiros

6 NOV 2019


Se tem um comércio conhecido no bairro Abraão, esse é o Mini Mercado Batista. Desde 1978 instalado na Avenida João Meireles, o mercado têm à frente o comerciante João Batista, que iniciou vendendo de tudo um pouco: feijão, arroz, farinha, tudo a granel, além de verduras vindas do município de Águas Mornas.  O pão chegava da roça de charrete, conduzida pelo próprio padeiro. Na avenida, ainda sem asfalto, só tinham 20 casas. “Começamos em uma casinha velha, de madeira, trabalhando atrás de um pequeno balcão. A mercadoria era colocada em sacos de papel e pesada numa balança. Só o leite já era embalado em saco plástico”, recorda seu João.

Em 1987, depois de comprar o terreno do cunhado Waldemar – já falecido – começou a construir a nova mercearia. Dez anos depois, ergueu a parte de cima – onde mora – e até hoje mantém o negócio com muito trabalho. As 6h20 ele abre as portas e fecha ao meio dia. As 14h está de volta ao batente e segue as 20h30, de segunda-feira a sábado. Antes, abria aos domingos, mas nos últimos anos resolveu reservar um tempo também para a família. “Sempre eu chegava atrasado nas festas”, brinca seu João, hoje com 67 anos.

Com 50% da clientela local, seu João enfrenta a concorrência com bom atendimento e amizade. “Muitos preferem comprar no comércio pequeno do bairro, pois assim só adquirem o necessário e, em consequência, gastam menos”, observa.

Mercearia Ori

Com 46 anos de vida, a Mercearia Ori também já faz parte da história e do cotidiano do bairro. Famosa pelas almôndegas, por pratos típicos e pelos eventos em datas festivas, a Mercearia está sempre acrescentando novidades no cardápio. Dessa vez, é o chope próprio, depois de lançar uma cachaça e pimenta nos últimos anos. Ao lado das novidades, estão os destaques do menu em dias de semana: aos domingos, camarão à grega no almoço a partir de novembro (no lugar da feijoada); nas terças-feiras, a especialidade é pastel de berbigão servido o dia inteiro; nas quartas-feiras a pedida é anchova frita com pirão e na quinta-feira, no sistema de revezamento, são servidos a sopa de siri, a dobradinho e o mocotó.

A Mercearia Ori atende de segunda a sexta-feira das 6h30 à meia noite e sábados e domingos das 7h30 à meia noite.

Panificadora Lisboa

Há mais de 20 anos os moradores do bairro contam com os serviços da tradicional Panificadora Lisboa. Pães, bolinhos de chuva, rosca, makron, entre outros produtos salgados e doces, são servidos diariamente na panificadora. Localizada até pouco tempo ao lado da Mercearia Ori, a Lisboa atravessou a rua e agora está atendendo em novo endereço: na Rua Joaquim Fernandes de Oliveira, 27.  “Uma das grandes facilidades é o amplo estacionamento, antes só tínhamos três vagas, agora estendemos para dez”, comemora Rejane Mattos.

Além da linha de pães, salgados e doces – esses últimos encontrados na confeitaria e podem ser solicitados por encomenda – a Lisboa mantém um mercado variado em anexo. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira das 6h30 às 20h30, sábados das 7h às 20h e nos domingos e feriados das 8h às 13h e das 15h às 20h.

Akitutes Confeitaria

Vinte Anos de Portas Abertas. Assim a comerciante Priscila Inácio define a trajetória da Akitutes Confeitaria, que ganhou tradição pelas tortas que fabrica no local. Atualmente, uma variedade de sabores que vão desde as mais simples às mais sofisticadas. Entre a preferida dos clientes, está a Bombom de Morango. Responsáveis pelas saborosas doçuras, estão as irmãs Priscila e Camila e a mãe Sandra, que iniciou toda a história.

Foi no aniversário de um ano do filho Rodrigo, hoje com 36, que a fama se espalhou. Sandra começou a aceitar encomendas de doces que ela preparava em casa. A partir daí, a clientela foi aumentando e em junho de 2000 a família comprou o terreno onde está instalada a Akitutes.

“Começamos com uma área física para nove pessoas sentadas e hoje contamos com três ambientes com capacidade para 102 pessoas”, diz Priscila, ao afirmar que o diferencial da confeitaria é a produção de docinhos em tamanho pequeno vendidos no balcão e à pronta entrega. A Akitutes atende de domingo a sexta-feira das 13h30 às 21h e sábados das 9h às 21h.

Panificadora Vó Zulma

A Vó Zulma também carrega 20 anos de história. Iniciou como um bar na Rua Miguel Sales Cavalcante e depois virou padaria. À frente dos negócios, os irmãos Renato e Gilberto compraram o terreno da frente, onde antes funcionava o Restaurante Casa Verde, e ampliaram a panificadora, que leva o nome da mãe Zulma, já falecida. “Durante 10 anos ficamos no terreno dos nossos pais, vendendo pães e terceirizando a parte de bolos e outros doces e salgados”, diz Renato.

Com a mudança, foi possível manter a fabricação própria de todos os itens da confeitaria, além da produção de pães. A Vó Zulma que começou com apenas um padeiro, o irmão mais velho Vilson, que continua até hoje, atualmente dispõe de três padeiros e três confeiteiros para dar conta da demanda diária. E de toda a linha de alimentos, a que faz mais sucesso ainda é a famosa rosca de polvilho. “Tem gente que vem de longe pra comprar”, afirma Renato, divulgando as novidades da casa. Recentemente foi inaugurado um buffet de café que funciona das 8h até 20h.

A panificadora atende de segunda a sexta-feira das 6 às 21h, sábados das 7 às 12 e das 14 às 21h; e domingos das 7h às 12 e das 14h às 20h.

Campeiro Assados

No rastro dos pioneiros, a Campeiro Assados também completou duas décadas no bairro. A façanha é do empresário Pedro Mognon Neto que apostou no potencial do Abraão e abriu as portas da churrascaria em agosto de 1998, na Rua Rosinha Campos. A proposta era servir o típico churrasco gaúcho com toda linha tradicional de carne. De lá prá cá, algumas alterações foram feitas, mas a essência continuou a mesma.

 “Mudanças de hábitos sempre são necessárias para acompanhar as preferências do público. Sendo assim, colocamos mais saladas no buffet, preparamos pratos com poucos condimentos e apostamos na comida caseira”, diz Pedro. Entre as mudanças, estão os pratos especiais incluídos no cardápio nos fins de semana. Já no churrasco, que mantém os cortes de carne como costela, picanha, alcatra, maminha e entrecot, foram acrescentados a carne de ovelha – diariamente – e o queijo colonial assado.

Quem quiser degustar uma cachaça artesanal ou uma batida de maracujá pode encontrar na entrada da churrascaria para abrir o apetite. O Campeiro Assados abre de terça a domingo a partir das 11h.

TEXTOS SIBYLA LOUREIRO
FOTOS PAULO CAPOCCI

 


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