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Sobre a transferência do Detran para Coqueiros

16 JAN 2020


Notícia veiculada na imprensa de que o Detran estaria se transferindo para o Centro Comercial Via Expressa Center, localizado na Avenida Almirante Tamandaré, em Coqueiros (foto), pegou os moradores de surpresa. Alguns acreditam que o órgão vai trazer mais segurança e outros apontam problemas como o impacto que irá provocar no trânsito que já é caótico no bairro. Procurado pela Folha de Coqueiros, o prefeito Gean Loureiro disse que soube da notícia pela imprensa mas que, com certeza, "eles vão precisar de todas as licenças para funcionar".
A Folha de Coqueiros entrou em contato com o Departamento Estadual de Trânsito e, segundo a assessoria de imprensa, no momento, a direção do órgão não pode dar mais detalhes sobre a mudança de endereço. Mas, de acordo com a assessoria, o contrato já está fechado e só estão sendo feitos "alguns ajustes administrativos" e, por isso, ainda não tem data definida para a transferência.
A assessoria não soube explicar também se toda a estrutura do Detran ficará alojada no centro comercial. Acredita que será só a parte administrativa, já que o Departamento está abrindo uma Regional de Trânsito (Ciretran) no Shopping Iguatemi.
A título de ilustração, cabe informar também que o Detran de Santa Catarina não faz mais parte da estrutura da Secretaria de Segurança Pública do Estado, desde julho do ano passado. Motivo pelo qual o órgão não ocupou uma das divisões do Complexo de Segurança Pública, inaugurado em agosto de 2017 no bairro de Capoeiras.
POLÊMICA: MORADORES CONTESTAM CONSTRUÇÃO DE CENTRO COMERCIAL
Matéria Publicada na Folha de Coqueiros em janeiro de 2014
Mais cimento e comércio no bairro
Um misto de surpresa, comoção e revolta. Dessa forma pode ser sintetizada a reação dos moradores e de pessoas que frequentam o bairro, depois que a Folha de Coqueiros publicou, em sua página no Facebook, a notícia da construção de um centro comercial na grande área gramada que fica entre as duas pistas da Avenida Almirante Tamandaré, quase ao lado do viaduto sobre o qual passa a BR-282.
“Mais um monstrengo de concreto está nascendo, matando o pouco verde que ainda existe”, comentou o jornalista Jurandir Siqueira. “Lamentável”, constatou Priscila Mendes Gobbi. “Quem aprovou foi olhar o entorno? Viu que depois da construção do edifício comercial da Coral simplesmente não tem lugar para estacionar? Até a Rua Abel Capela está atolada de carros”, questionou Carolina Sena. “Nada muda, só piora”, lamentou Katita Broering.
Assim que a área começou a ser cercada por tapumes, no início de janeiro, houve uma intensa procura por informações sobre qual seria o uso a ser dado ao local. O ‘mistério” foi esclarecido dia 13, segunda-feira, quando o secretário do Continente, João Batista Nunes, revelou: “Será construído um centro comercial de quatro andares, o Via Expressa Center”. O responsável pela área continental fez questão de dizer que estava triste, mas que “infelizmente, contra a minha vontade, a obra será construída”.
Conforme ele, o projeto foi aprovado em 2012 e o alvará concedido em 2013, pela própria Secretaria do Continente, após avaliação do analista de projetos do órgão, Sebastião David Machado. “Não podemos fazer nada, pois o terreno é de propriedade da iniciativa privada que também tem seus direitos, pois paga os impostos e está com a documentação dentro da lei”, afirmou, ao destacar o parecer favorável do Ipuf e da licença ambiental concedida pela Fatma.
Os quatro andares, na realidade, vão virar seis, pois conforme o presidente da Associação de Moradores das Praias de Itaguaçu, Meio e Saudade (Ampims), Marquinhos da Silva, haverá pilotis e ático. “Serão cinco lojas e 28 salas, distribuídos numa área superior a 9 mil metros quadrados”, observa.
Dentre as mais de três mil pessoas que acessaram o Face da Folha, muitas questionaram a legalidade da obra, tendo em vista que a área se encontra  praticamente às margens da BR-282, que já possui projeto de duplicação aprovado em Brasília. Seguindo esse raciocínio, o vereador Pedrão enviou um pedido de informações ao DNIT em Santa Catarina perguntando se o órgão tinha sido consultado. De acordo com a assessoria de Comunicação, o empreendimento foi objeto de estudo, e os técnicos constataram que a obra está fora da faixa de domínio da União (de 15 metros) e fora da faixa, também de 15 metros, de edificação em área privada. Ou seja, para o DNIT o empreendimento está ok. “Só nos resta chorar!!!”, comentou Adriana Broering Speck, no Facebook.

Área já foi considerada de interesse público
Em 2008, em decreto de número 5.929, o então prefeito Dário Berger declarou de utilidade pública, para fins de desapropriação (amigável ou judicial) em caráter de urgência, a área localizada na Avenida Almirante Tamandaré – formada por dois terrenos de propriedade de Edson Correa, num total de aproximadamente 2,5 mil metros quadrados. O objetivo era a implantação de um centro multiuso no local.
Passados pouco mais de dois anos, no entanto, o Decreto nº 8560/10 revogou a decisão anterior, informando “não mais existir razões de utilidade pública”, ficando as áreas “liberadas ao proprietário, para todos os efeitos legais”.Vale lembrar que, por vários anos, tanto a Pró-Coqueiros quanto a Ampims reivindicaram a utilização daquele espaço como praça ou para a construção de obras que pudessem melhorar a qualidade de vida dos moradores da região, entre elas um posto de saúde.
Texto: Márcia Quartiero
Fotos: Koldeway A.C.

 

 


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