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Árvores preocupam moradores

15 ABR 2019


Matéria publicada na Folha Impressa em fevereiro de 2018

Um grupo de moradores dos bairros de Coqueiros se reuniu na quarta-feira, dia 31, na Escola Municipal Almirante Carvalhal, para debater os problemas relativos às árvores da região. Muitas delas, por serem antigas e de espécies não recomendadas para o plantio em lugares públicos como calçadas, jardins e praças, apresentam riscos à segurança de pedestres e veículos e aos próprios moradores e residências.

Presentes à reunião, o diretor da Floram, Marcos da Silva, e a engenheira agrônoma Carolina Amorim se comprometeram, depois de ouvir a comunidade e identificar os problemas no local, de fazer um estudo para solucionar a questão mediante ofício encaminhado à Fundação. As alternativas vão desde poda preventiva até corte com reposição de árvores.

O caso mais grave é o da figueira localizada em frente à Floricultura Indaiara, na Avenida Engenheiro Max de Souza. As raízes provocaram a queda de um muro e os galhos atingiram os fios de luz da rede pública. “Já gastamos R$ 6 mil para desentupir a tubulação do banheiro, o nosso muro está quebrado e ameaçado de cair, além de meu pai Naldy Silveira – que tem 93 anos – retirar todos os dias - vários sacos de sementes que caem no chão”, diz Rita de Cássia Silveira.

Por sua vez, a diretora da escola, Cristiane Goulart, que promoveu o encontro, com apoio do bancário e vizinho ao colégio Alencar Araújo, relatou a preocupação dos professores em relação à segurança dos alunos. Espalhados pelo terreno da unidade escolar, estão figueiras, pés de garapuvu, além de flamboyant e amendoeira localizadas no pátio do Nei Coqueiros. “Já pedimos à empresa terceirizada da Floram para promover a poda preventiva para evitar a queda de galhos em cima das crianças”, aponta Cristiane.

A moradora da Rua João Alcântara da Cunha e vizinha da escola, Vera Bayestorff, reclamou, além das árvores, de um pequeno terreno abandonado que fica nos fundos do Almirante Carvalhal. “Ali, devido ao acúmulo de lixo, proliferam-se ratos e outros animais. A escola devia fazer algo produtivo como uma horta, por exemplo”, sugere Vera.

Após ouvir as queixas, o diretor da Floram disse que a Fundação está tentando organizar as demandas que já somam mais de 2 mil pedidos na Capital. “Temos apenas uma equipe, com quatro profissionais, para atender toda a cidade. Por este motivo, tivemos que contratar uma empresa terceirizada e especializada em podas de árvores muito altas”, explica.

PREVENÇÃO: Para a engenheira agrônoma, Carolina Amorim, o plantio de árvores em lugares públicos é um dos grandes problemas das cidades. Ela defende maior investimento no setor de planejamento de arborização urbana. “Vejo que, agora, estão entendendo que plantar uma árvore é muito mais do que embelezar um lugar, mas sim que envolve todos os aspectos de melhoria de qualidade de vida. No Plano Diretor de Florianópolis existe uma premissa para trabalhar este assunto. É preciso, por exemplo, divulgar à comunidade uma lista de plantas adequadas para evitar espécies que quebram calçadas, entopem bueiros, treinar funcionários para técnicas de poda correta, monitoramento constante, entre outros”, aponta.

No caso da figueira, Carolina diz que a alternativa para não cortar a árvore centenária e não causar desequilíbrio ambiental, é fazer uma poda equilibrada, constante, na parte de cima, para reduzir os galhos, e também promover uma poda de raiz.

Participaram ainda da reunião a diretora do Nei Coqueiros Eliane Duarte, o síndico Carlos Alberto Lima, o secretário do Conselho de Segurança de Coqueiros e integrante da Pro Coqueiros, Getúlio Vargas.

Com os dias contados

Depois de várias ocorrências ocasionadas por três pés de Jambolão que ficam em frente ao Condomínio Forest Park, o síndico Carlos Alberto Lima resolveu chamar a Floram e tomar uma medida preventiva. De posse de um laudo de uma bióloga da Fundação que autoriza o corte das árvores, o síndico vai contratar bombeiros para fazer o trabalho em etapas.  “Elas já estão com mais de 60 anos e ameaçando cair. Todos os anos solicito uma poda de manutenção, mas agora o problema é sério e está colocando em risco a segurança das pessoas”, diz Carlos Alberto.

O maior problema, segundo ele, são as raízes que estão levantando a calçada e as pequenas frutas roxas que caem do pé. “Outro dia uma senhora escorregou nas frutas e por pouco não aconteceu uma tragédia”, aponta Carlos que improvisou uma espécie de tenda embaixo da árvore para evitar a queda dos caroços (tipo azeitona) no passeio público.

Depois do corte de uma delas que fica na calçada (as outras duas estão na entrada do condomínio), Carlos vai implementar um novo passeio para adequar às normas de acessibilidade. “Deficientes físicos e visuais não têm condições de transitar aqui. O Jambolão fica no meio da calçada impedindo a circulação dos pedestres”, justifica. Para compensar o corte das três árvores, Carlos teve que investir R$ 1.500,00 em oito mudas de Ipê Roxo que serão plantadas em local adequado pela Fundação, e uma muda de Quaresmeira que será colocada no condomínio no local onde foi retirado o Jambolão.  

TEXTO SIBYLA LOUREIRO

FOTOS PAULO CAPOCCI

Matéria publicada em fevereiro de 2018 na Folha Impressa
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