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Árvores preocupam moradores

7 FEV 2018


Um grupo de moradores dos bairros de Coqueiros se reuniu na quarta-feira, dia 31, na Escola Municipal Almirante Carvalhal, para debater os problemas relativos às árvores da região. Muitas delas, por serem antigas e de espécies não recomendadas para o plantio em lugares públicos como calçadas, jardins e praças, apresentam riscos à segurança de pedestres e veículos e aos próprios moradores e residências.

Presentes à reunião, o diretor da Floram, Marcos da Silva, e a engenheira agrônoma Carolina Amorim se comprometeram, depois de ouvir a comunidade e identificar os problemas no local, de fazer um estudo para solucionar a questão mediante ofício encaminhado à Fundação. As alternativas vão desde poda preventiva até corte com reposição de árvores.

O caso mais grave é o da figueira localizada em frente à Floricultura Indaiara, na Avenida Engenheiro Max de Souza. As raízes provocaram a queda de um muro e os galhos atingiram os fios de luz da rede pública. “Já gastamos R$ 6 mil para desentupir a tubulação do banheiro, o nosso muro está quebrado e ameaçado de cair, além de meu pai Naldy Silveira – que tem 93 anos – retirar todos os dias - vários sacos de sementes que caem no chão”, diz Rita de Cássia Silveira.

Por sua vez, a diretora da escola, Cristiane Goulart, que promoveu o encontro, com apoio do bancário e vizinho ao colégio Alencar Araújo, relatou a preocupação dos professores em relação à segurança dos alunos. Espalhados pelo terreno da unidade escolar, estão figueiras, pés de garapuvu, além de flamboyant e amendoeira localizadas no pátio do Nei Coqueiros. “Já pedimos à empresa terceirizada da Floram para promover a poda preventiva para evitar a queda de galhos em cima das crianças”, aponta Cristiane.

A moradora da Rua João Alcântara da Cunha e vizinha da escola, Vera Bayestorff, reclamou, além das árvores, de um pequeno terreno abandonado que fica nos fundos do Almirante Carvalhal. “Ali, devido ao acúmulo de lixo, proliferam-se ratos e outros animais. A escola devia fazer algo produtivo como uma horta, por exemplo”, sugere Vera.

Após ouvir as queixas, o diretor da Floram disse que a Fundação está tentando organizar as demandas que já somam mais de 2 mil pedidos na Capital. “Temos apenas uma equipe, com quatro profissionais, para atender toda a cidade. Por este motivo, tivemos que contratar uma empresa terceirizada e especializada em podas de árvores muito altas”, explica.

PREVENÇÃO: Para a engenheira agrônoma, Carolina Amorim, o plantio de árvores em lugares públicos é um dos grandes problemas das cidades. Ela defende maior investimento no setor de planejamento de arborização urbana. “Vejo que, agora, estão entendendo que plantar uma árvore é muito mais do que embelezar um lugar, mas sim que envolve todos os aspectos de melhoria de qualidade de vida. No Plano Diretor de Florianópolis existe uma premissa para trabalhar este assunto. É preciso, por exemplo, divulgar à comunidade uma lista de plantas adequadas para evitar espécies que quebram calçadas, entopem bueiros, treinar funcionários para técnicas de poda correta, monitoramento constante, entre outros”, aponta.

No caso da figueira, Carolina diz que a alternativa para não cortar a árvore centenária e não causar desequilíbrio ambiental, é fazer uma poda equilibrada, constante, na parte de cima, para reduzir os galhos, e também promover uma poda de raiz.

Participaram ainda da reunião a diretora do Nei Coqueiros Eliane Duarte, o síndico Carlos Alberto Lima, o secretário do Conselho de Segurança de Coqueiros e integrante da Pro Coqueiros, Getúlio Vargas.

Fotos Paulo Capocci

 


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