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Parque do Abraão: Nova gestão diz que vai tirar projeto do papel

1 FEV 2017


 

Texto e fotos Márcia Quartiero

            A Secretaria Municipal do Continente tem pressa em viabilizar o Parque do Abraão. De acordo com o novo secretário Edson Lemos a intenção é que as obras, a cargo do Grupo Cyrela, comecem efetivamente no início do segundo semestre deste ano. Se isso for concretizado, quatro anos após ser anunciada com muita pompa pela prefeitura – em julho de 2013 – a área de lazer finalmente será executada e poderá ser ocupada pelos moradores de Florianópolis.

            Para dar um fim nesta longa espera, foi realizada no dia 13 de janeiro, na sede da Secretaria do Continente, uma reunião com a equipe do IPUF, responsável por redefinir o projeto, e a Procuradoria Geral do Município.

            Neste encontro, foi destacada a necessidade de se garantir a ocupação do espaço, ou seja, trabalhar na área pertencente à prefeitura, de aproximadamente 12 mil metros quadrados, que não é alvo de nenhum litígio. Ficariam de fora o espaço hoje reivindicado pelas famílias que vivem no terreno, bem como aquele de domínio da União. “Estamos criando uma força tarefa e tenho certeza que vamos tirar o Parque do Abraão do papel”, afirmou o secretário, que manifestou seu desejo de elaborar uma agenda positiva de atividades no local, com eventos e shows, que incentivem a ocupação.

            O exemplo a ser focado é o Parque de Coqueiros, que surgiu da mobilização dos moradores. “A comunidade tem que ter uma relação de ‘pertencimento” com o parque”, observou o procurador Elton Rosa Martinovsky, que deu uma boa notícia na reunião: a Justiça homologou para a prefeitura a cessão de uso da faixa em que será feito o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), localizada ao lado do curso d’água existente no terreno.

            A arquiteta do IPUF, Elisa Beck, observa que o tamanho do parque vai crescer à medida em que forem sanados os problemas que hoje atrapalham a sua execução. Nesse sentido, ela também considera fundamental a participação e pressão da comunidade. Vale lembrar que o projeto inicial previa 50 mil metros quadrados, espaço que ficou reduzido por conta das ampliações da creche, do posto de saúde, da ocupação pelas famílias e pela propriedade da União. Na audiência pública realizada no ano passado pela Câmara de Vereadores, chegou-se a falar em uma área de 20,7 mil metros quadrados livres e já passíveis de serem ocupadas. Este número agora ficou em 12 mil metros quadrados.

            Também participaram da reunião os arquitetos Marco Ávila Ramos, Jeanine Tavares, Ingrid Zandomeneco e Ana Cláudia Porto e o técnico da Secretaria, Flávio Gonçalves.

 

 

 

 

 


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