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Prefeitura realiza evento em homenagem a Franklin Cascaes

13 OUT 2017


 

 

Se estivesse vivo Franklin Cascaes completaria 109 anos na próxima segunda-feira, 16 de outubro. Nascido na Praia de Itaguaçu, ele e dedicou parte de sua vida ao registro das tradições, lendas, usos e costumes dos moradores da Ilha de Santa Catarina. Cascaes faleceu aos 75 anos, em 1983. Para marcar a data e relembrar o talento deste folclorista, ceramista, antropólogo, gravurista e escritor, a Prefeitura de Florianópolis realiza o evento Franklin Cascaes – 109 anos – no dia 16 de outubro.
O legado do artista é considerado uma das maiores contribuições para o resgate e preservação da identidade cultural de Florianópolis. Em 1987 recebeu uma das maiores homenagens ao ter o nome escolhido para a Fundação Cultural do Município. Pela lei nº 2.647 surgiu a Fundação Franklin Cascaes com o objetivo de fortalecer e dar protagonismo à ação cultural do Município. Segue abaixo a programação.

PROGRAMAÇÃO
Às 14h30 está prevista apresentação de Causos do Frankolino e convidados, além de roda de história com contadores da Ilha. O evento ocorre no entorno da Figueira na Praça XV.

Na Casa da Memória durante todo o dia acontece a exibição gratuita do filme “Cascaes Documentarista” de Rafael Mamigonian. O documentário foi construído com material inédito do vasto arquivo deixado por Franklin Cascaes e revela a essência da criatividade do artista na busca por disseminar a cultura açoriana. 

HISTÓRIA
Franklin Joaquim Cascaes nasceu em 16 de outubro de 1908, na praia de Itaguaçu. Filho de Joaquim Serafim Cascaes e Maria Catarina Cascaes, Franklin era descendente de açorianos; seus avôs paternos, inclusive, desenvolviam atividades típicas dessa cultura, como o trabalho na roça, a pesca, a produção de farinha e açúcar em engenhos e a criação de gado.

Na década de 1930, Franklin Cascaes passou a frequentar o Liceu Industrial de Florianópolis no turno da noite, onde trabalhou como auxiliar de mestre e contramestre na oficina de modelagem. Poucos anos mais tarde, foi convidado a dar aulas de desenho na mesma instituição, o que marcou o início de sua carreira como professor. Essa carreira, aliás, durou por quase trinta anos.

Por volta de 1946, Franklin começou a realizar uma vontade antiga: percorrer a Ilha de Santa Catarina em busca de vestígios da cultura açoriana. Preencheu centenas de cadernos com histórias, rezas, hábitos e costumes tradicionais, sempre procurando respeitar o modo de falar do ilhéu. Mais tarde, dedicou-se à elaboração de peças de arte que retratavam histórias e personagens fantásticos, como as famosas bruxas.

Tamanho empenho, contudo, não era visto com bons olhos por todos. Para grande parte do meio acadêmico, por exemplo, faltava a Franklin Cascaes rigor científico, o que parecia invalidar todo o seu trabalho. Também foi por conta da falta de rigor científico que Franklin não foi convidado para participar do Primeiro Congresso de História Catarinense, em 1948, cujo tema era o bicentenário da colonização açoriana.

Seu trabalho só passou a ser reconhecido por volta da década de 1970, depois de legalizada sua tutela pelo Museu Universitário. Dois dos principais fatores a contribuírem para esse reconhecimento foram a valorização dos estudos antropológicos dentro das ciências humanas e uma súbita preocupação com a cultura local, devido ao processo de urbanização de Florianópolis.

Franklin Cascaes faleceu em 15 de março de 1983, deixando toda a sua produção para o Museu Universitário. Hoje, essa coleção leva o nome da esposa de Franklin, Elizabeth Pavan Cascaes, e conta com uma vasta biblioteca, produções audiovisuais, obras de arte, textos escritos à mão ou datilografados, correspondências, exemplares de jornais, entre outros.

Fonte: Guia Floripa


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